O texto a seguir é ficcional. Antes de ler, confira a Parte 1 e a Parte 2.
No domingo o detetive Knipel acordou mais tarde do que o de costume, por ter demorado a dormir durante a noite anterior. A solução da dúvida ainda não havia sido solucionada e, ao contrário do que Paulo havia imaginado, ir ao jogo apenas havia aumentado a dificuldade de responder o motivo da investigação. A partida jogou por terra todas as suposições criadas anteriormente. O time não era tecnicamente genial e tampouco o mais raçudo de todos. Realmente a história do clube era rica, mas isso não explicava a paixão atleticana, principalmente dos mais jovens.
No domingo o detetive Knipel acordou mais tarde do que o de costume, por ter demorado a dormir durante a noite anterior. A solução da dúvida ainda não havia sido solucionada e, ao contrário do que Paulo havia imaginado, ir ao jogo apenas havia aumentado a dificuldade de responder o motivo da investigação. A partida jogou por terra todas as suposições criadas anteriormente. O time não era tecnicamente genial e tampouco o mais raçudo de todos. Realmente a história do clube era rica, mas isso não explicava a paixão atleticana, principalmente dos mais jovens.
Paulo Knipel havia sonhado com a torcida do Atlético. Eles não estavam apoiando o time no estádio, estavam comemorando algo em uma praça famosa da cidade de Belo Horizonte, o que era comemorado o detetive não sabia. No sonho, Sr. Knipel estava observando de longe aquela multidão que gritava, cantava e pulava. Nos prédios próximos, todos chegavam à janela e ficavam encantados com o que viam. Um pouco afastado da multidão, um torcedor comentava que o gol aos 43 minutos quase o matara do coração. Quando chegara um ônibus com cores do Galo, Knipel despertou.
Com calma, tomou seu café da manhã, banhou-se e ligou a televisão. Ali um programa de esportes comentava o jogo do Atlético do dia anterior. O investigador arrepiou-se quando viu uma reportagem que falava sobre o comportamento da torcida do Atlético na partida do dia anterior.
O detetive já havia pensado o suficiente na resposta que envolvia a dúvida. Sendo assim, Paulo pegou o celular e discou para o número do homem e disse: “Já tenho a resposta para sua dúvida, me encontre naquele restaurante ao lado do seu escritório para jantarmos”. Surpreso o homem respondeu que estaria no lugar marcado. Sr. Knipel já estava decidido do que diria ao cara que havia o contratado.
Nas horas que faltavam para o encontro, Paulo pensava em tudo que havia visto nos dois dias dedicados à investigação, aquela resposta realmente era a única que fazia sentido. Esta teria sido a investigação mais complicada que Knipel já havia enfrentado. O amor daquela torcida para com o time era algo arrepiante e ao mesmo tempo misterioso.
Faltavam cerca de uma hora e meia para o encontro, Knipel resolveu se arrumar,para atravessar a cidade até aquele bairro nobre de Belo Horizonte. Ele saiu de casa, entrou no carro e dirigiu até o lugar marcado. Quando chegou, o homem já o esperava.
Assim que sentou-se, o homem de voz grave questionou: "Então, a que conclusão você chegou?". Paulo deu um leve sorriso e respondeu: "Durante dois dias, vivi a vida de um atleticano. Comprei ingresso na mão de cambista, saí de Belo Horizonte até Sete Lagoas para ver o time, acompanhei o que falavam na internet...". Antes que terminasse o homem interrompeu: "Vá logo à conclusão." Sr. Knipel, mais uma vez, esboçou um leve sorriso e continuou. "Durante esses dois dias vivendo como um atleticano, vivi momentos emocionantes e arrepiantes. Essa torcida é única, é espetacular. O motivo da paixão jamais será entendido. Apenas os que vestem a camisa do Galo sabem o que é ser atleticano. Nem mesmo Sherlock Holmes conseguiria desvendar esse mistério."
Dessa vez quem esboçou um sorriso foi o homem que disse: "Nem mesmo nós atleticanos sabemos o motivo dessa paixão, amigo Knipel. Nós, atleticanos, não sabemos de onde vem essa paixão. Como Chico Pinheiro já disse várias vezes, nós não torcemos para time de futebol, nós somos atleticanos."
Knipel não entendia o porquê de um atleticano tê-lo contratado para descobrir o motivo da paixão pelo clube, mas o homem foi logo explicando: "A primeira vez que fui no Mineirão, foi em um Atlético e Cruzeiro, meu pai era torcedor do time azul. Mas eu me encantei de verdade foi com o Atlético, nem tanto pelos dribles de Reinaldo, passes de Cerezo ou jogadas de Paulo Isidoro, mas fiquei encantado com aquela torcida que vestia preto e branco e não parava um instante se quer. Na segunda vez que fui no Mineirão foi para assistir um jogo do Atlético e vestindo a camisa preto e branca. Quando te contratei, eu queria saber se o motivo de ser atleticano pudesse ser explicado por alguém imparcial, mas descobri que essa é torcida é fantástica até mesmo para quem não gosta de futebol."Paulo Knipel não sabia o que dizer, ele estava realmente impressionado com a história do homem, que mesmo com pai cruzeirense, se encantou pela torcida atleticana e se tonou parte dela.
Knipel saiu do restaurante e passou na sede do Galo, ele não queria comprar ingresso na mão de cambista mais uma vez. Embora a bilheteria estivesse cheia Paulo pensava que ver o espetáculo daquela torcida novamente valeria a pena. O detetive dessa vez não iria a trabalho, iria como um admirados dos milhões de apaixonados pelo o Atlético.
FIM!
ABRAÇÃO MASSA!
Matheus Canazart






.
ResponderExcluirVelhooo,MUITO DOIDO SEU TEXTO,fiquei os tres dias esperando e valew a pena.Parabens!!!
ResponderExcluir"Nós não torcemos para time de futebol, nós somos atleticanos."
Muito bom o texto. Essa Parte 3 foi a melhor de todas.
ResponderExcluir