O texto a seguir é ficcional. Antes de ler, confira a Parte 1.
No sábado, Sr. Knipel acordou cedo e ligou o computador, ele
queria saber como aqueles fanáticos se comportavam na internet. Assim que
pesquisou "Atlético MG" no Google, ele teve acesso ao site oficial do
clube, onde encontrou links que o levaram a um blog onde o único assunto era o
Atlético.
Aproveitando que estava online e querendo se preparar para o que
veria no estádio, Paulo pesquisou mais alguns vídeos da torcida. Os gritos
pareciam ser cantados em coro, formando uma só voz. O detetive ficou
impressionado com a sincronia. “Será que eram todos ensaiados previamente?” –
pensou Knipel.
Os vídeos não ajudaram a solucionar a duvida em relação ao motivo
da paixão daquele povo. Quem sabe aqueles jogadores fossem gênios da bola, ou
simplesmente jogassem com uma raça singular. O detetive imaginou que a escassez
de conquistas recentes do clube poderiam ser simplesmente por azar.
Ainda faltavam algumas horas para o início da partida, mas Paulo
resolveu sair mais cedo rumo ao estádio. Primeiro porque ele queria ver como os
torcedores se comportavam antes dos jogos e segundo porque estava receoso
quanto ao trânsito que encontraria no caminho até Sete Lagoas. Assim que entrou
no carro o investigador ligou o rádio para acompanhar as notícias do pré-jogo.
A escalação tanto do Atlético quanto do adversário não faziam diferença para o
investigador, uma vez que o Sr. Knipel não conhecia os jogadores de ambas as
equipes.
Passando pela Linha Verde, Paulo imaginava como seria sair de BH e
ir a Sete Lagoas quase toda semana. Alguns quilômetros após a Cidade
Administrativa, a qualidade da estrada já deixava a desejar. O asfalto muito
irregular e a presença de buracos obrigaram o detetive a andar mais devagar.
Alguns quilômetros adiante, Paulo avistou uma placa que dizia algo referente ao
Atlético. Com um pouco mais de observação, o investigador percebeu que ali era
o Centro de Treinamento do clube. Afim de mais informações, o detetive fez o
retorno e parou o carro próximo ao CT. Em frente havia um Outdoor dizendo que
aquele era o melhor Centro de Treinamento do país.
Sem poder ver nada dentro da Cidade do Galo, já que o portão
estava fechado, Sr. Knipel seguiu seu caminho rumo a Arena do Jacaré imaginando
que ter o melhor CT do país era mais uma condição favorável para o Atlético
conquistar campeonatos. Mais uma vez vieram em sua cabeça os possíveis motivos
da escassez de conquistas importantes no presente atleticano. O porquê de um
time com melhor Centro de Treinamento do país, com uma torcida fantástica e, de
acordo com sua pesquisa na internet, com economia estável, não conseguir ganhar
títulos com frequência era outra dúvida que o próprio detetive queria
responder.
Alguns quilômetros passaram e o GPS indicava que o caminho a ser
percorrido até o estádio era relativamente pequeno. Ali já era possível avistar
varias pessoas com a camisa alvinegra. Homens, mulheres e crianças vestidas de
preto e branco caminhavam sorridentes em direção ao estádio.
Chegando a Arena, ainda faltavam duas horas para o início da
partida. O detetive parou o carro e decidiu que esperaria mais um pouco para
entrar no estádio. Enquanto o jogo não começava, Paulo observava a chegada de
atleticanos. Eles eram de todas as idades, desde crianças de colo a idosos. Os
carros parados ao redor do estádio eram de vários pontos de Minas Gerais e até
mesmo de outros estados.
Quando faltavam quinze minutos para o início do jogo, Paulo
resolveu entrar no estádio. A fila dos portões 1 e 2 já estavam relativamente
grandes. O detetive escolheu o Portão 1 para entrar e assim que passou pelo
portão, Sr. Knipel avistou a Galoucura com suas bandeiras e adereços, os
sinalizadores coloridos eram um espetáculo a parte. Como ali estava cheio,
Paulo procurou um lugar para se instalar, querendo um lugar onde desse para ver
os torcedores e ao mesmo tempo acompanhar ao jogo. O lugar ideal foi encontrado
próximo à charanga.
O jogo já tinha iniciado e a lua cheia tomado o lugar do Sol no
céu. Algumas cadeiras abaixo Knipel avistou bandeiras da Força Jovem
Atleticana, onde percebeu um jovem de 17 anos com bochechas avermelhadas
balançando a bandeira. Ao seu lado encontrava-se um jovem magro e careca que
tremulava outra bandeira, também da Força Jovem. Um pouco mais ao lado, mas
também com camisa da Força, um homem magrelo e alto que lhe lembrava o
personagem Visconde de Sabugosa do Sítio, filmava a torcida que dava
espetáculo. Aqueles jovens não eram desconhecidos: Paulo lembrou que eram eles
quem estavam na sede do clube no dia anterior. Outro que havia visto em frente
a sede era aquele jovem que pulava feito uma pulga ao lado da charanga.
Um pouco mais distante, pessoas conversavam. Jovens falavam sobre
um tal Marques que junto com Guilherme havia levado o Atlético a final do
Brasileiro de 99. Alguns mais velhos exaltavam feitos de Reinaldo, Cerezo,
Éder, Luisinho e outros que formaram nos anos 80 um dos times mais fantásticos
já vistos por eles. Outros mostravam encantamento ao falar sobre o time de 1971
que tinha Dario e Oldair como mais famosos.
Colados no alambrado, alguns homens gritavam com os jogadores. O
mais xingado era um tal de Richarlyson. Parecia que ele não agradava aqueles
torcedores que gritavam até perderem a voz.
O juiz apitou o final do jogo e os atleticanos deixavam o estádio
cantando e gritando Galo. Alguns comentavam que aquela vitória sofrida era a
cara do Atlético. Um jovem de um pouco menos de 1,60 comentava que havia valido
a pena ter saído de Nova Lima para ver o jogo que renderia um belo post para
seu blog.
Assim acabou mais um dia de investigação do detetive Knipel.
ABRAÇÃO MASSA!
Matheus Canazart






Parabéns galera, nossa muito bom o post e a história, estou adorando! espero os outros capítulos! Abs
ResponderExcluirMuito bom, o texto. O último parágrafo foi o melhor de todos. rsrs
ResponderExcluir"(...)onde percebeu um jovem de 17 anos com bochechas avermelhadas balançando a bandeira. Ao seu lado encontrava-se um jovem magro e careca que tremulava outra bandeira, também da Força Jovem. Um pouco mais ao lado, mas também com camisa da Força, um homem magrelo e alto que lhe lembrava o personagem Visconde de Sabugosa do Sítio, filmava a torcida que dava espetáculo."
ResponderExcluirahushauhsuhsuha... Vc é doente, Canafap!