segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atleticanismo sem idade

Imagem de Lucas Cardoso, do Blog Camisa Doze
Terceiro jogo do ano, o segundo em casa, e a animação com o alvinegro parece ainda não existir ou ser pouca. Talvez por serem partidas válidas pelo fraco Campeonato Mineiro, talvez por levarmos a cicatriz dolorosa e repetente.  Mesmo assim, os mais fiéis torcedores estão lá para nunca abandonar o Atlético quando ele precisar.

Idosas, pais, adolescentes e crianças nutrem a razão maior de ser Atleticano: uma paixão inexplicável que faz mover de cidade para ir ver o Galo em campo, algo que faz criar histórias, lendas e cenas que só quem veste essa camisa saberia entender o que se passa na cabeça de cada torcedor.

Vamos de Dona Lenni, uma senhora de 78 anos de histórias alvinegras nas veias e nos olhos. Tantas palavras e contos surgidos graças ao Atlético prendia qualquer torcedor, jovem ou experiente, com a leveza e felicidade que o alvinegro trazia para uma pessoa de tanta vida. Olho também o pequeno Heitor, um garoto de apenas 1 ano de idade e, olhando o campo e vendo uma legião de preto e branco, grita um "Baô", tentando dizer com as poucas letras que já sabe o Galo que vem na garganta dos alvinegros. O pequeno, repetindo o gesto do pai, gesticulava e balançava os braços quando o juiz falhava em um lance. Talvez ele ainda não saiba o motivo, mas tudo isso se deve ao atleticanismo que nos leva desde muito jovens.

Vejo, ouço, sinto e encanto com o que o Atlético pode nos proporcionar. Jogador de futebol deveria voltar a amar a camisa que veste e a respeitar a torcida que é tão fiel e fanática... Ela merece, apesar de nem sempre ser respeitada. Não importa. O que essas cores fazem com as pessoas é algo fascinante. Nem mesmo a maior humilhação será capaz de apagar esse efeito. Vendo cenas como essas, tenho a certeza que o Atlético nunca vai acabar. Não vai porque nós, Atleticanos, nunca vamos deixar!

Saudações Alvinegras!
Rafael Orsini

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