O Atlético chegava a Argentina a trajes finos para sua segunda apresentação em um evento internacional. Era a vez de dançar o tango na terra dos nossos queridos "hermanos". No meio do salão, rapidamente o alvinegro correu a frente dos seus adversários e solicitou que dançasse com a mais cobiçada de todo o local: a Libertadores. Alguns outros já tiveram a honra de carregá-la após o final do campeonato pelas ruas que passavam, mas no evento de 2013 o Galo não queria deixar a oportunidade passar. Seria sua segunda apresentação com a tão desejada.
A dança, executada no distrito de Sarandi começou com um pisão no pé do par atleticano. A companheira, com medo de se machucar ainda mais durante a condução, se retirou, mas o Galo não desistira. Sempre teve a fama, desde as terras brasileiras até as terras sulamericanas, de ser forte e vingador. Solicitou novamente a mão da Libertadores e com uma rápida resposta, o Atlético já demonstrava ao seu adversário do espetáculo, o Arsenal, como guiar algo tão solicitado. O adversário mal comemorou e o alvinegro deixou o placar do espetáculo igual.
Com o rápido empate, a dança ficou mais intensa. O Galo começou a dominar o salão de festas adversário e todos os olhos se voltavam pelo envolvimento das gingadas alvinegras. O mestre Ronaldinho havia ensinado como conduzir e o menino Bernard ensinou a ganhar o espaço com muita velocidade. Não demorou e, mais uma vez, o Atlético fazia com que o público aplaudisse sua agressividade em campo adversário. Uma metralhadora que fez o Arsenal dançar torto dentro de Sarandi invertia o espetáculo e o deixava exclusivamente preto e branco.
A própria Libertadores já se deixava levar pelo ritmo alvinegro. Dessa vez, ensinado por Jô, o Atlético dava um movimento surpresa e a vantagem só se aumentava no salão. Nem mesmo a reaproximação do Arsenal na dança deixou o Galo fora do ritmo. Mais uma vez utilizando os movimentos ensinados pelos mestres Ronaldo e Bernard, a condução era feita e a velocidade, junto ao espaço ganho, fizeram do show de tango um espetáculo de mão cheia. O final da dança poderia ter sido perfeito, mas o Atlético optou por finalizar com o objetivo conquistado de modo prático.
Os adversários saiam do seu próprio salão tontos, sem entender que movimento fora aquele que o Atlético demonstrava. A Libertadores, ao final da apresentação, perguntou ao Galo quando o viria demonstrando seu show novamente. O Galo, sem titubear, respondeu: "é apenas o começo de um espetáculo sem fim. A minha torcida lhe espera e eu irei te buscar".
#vamuGALO
Rafael Orsini






Tango na argentina
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