Carente,
impaciente, apaixonada. Estas palavras talvez definam bem o que é a
torcida alvinegra. Uma paixão que passa de pai para filho e se alastra
por todo o Brasil, por todo o planeta. Um sentimento que resiste à duras
derrotas, batalhas sem sucesso e principalmente, à escassez de títulos e
às marcas do tempo. O que será que move o Atleticano, que o inspira,
que o faz vibrar? Todos nós sabemos...
Mas
tais marcas trazem mudanças, alteram alguns aspectos. Um reconhecimento
nacional que diminui, que agravado chega a ser desrespeitoso. Uma
paciência da própria torcida que, cada vez mais é menor. E é ela que faz
queimar os jogadores, que os desmotiva. A falta da coerência, ou talvez
da razão, possa fazer o torcedor cometer certos atos não propícios ao
momento. E esse é o perigo.
Um
Campeonato Mineiro, que, embora 100%, pouco anima a nação. Quilômetros a
se rodar, até chegar ao estádio. Um time que não tem um grande
destaque, um craque. Um vexame ardosamente exposto, no fim da última
lástima, que foi a temporada passada. Tudo isso contribui para o
desgosto do Alvinegro e sua fúria. Todavia, não se pode descontar em
jogadores, que tentam mostrar serviço.
Que
vaiem antes do jogo, que deixe bem mostrada toda sua insatisfação com o
momento que vivemos, mas que, sobretudo, evidenciem a paixão, que nos
faz ser diferente. Via-se na arquibancada, um torcedor que criticava
Richarlyson, que não o dava inspiração para jogar, quando este, muito
esforçado, desempenhava bem sua função dentro de campo. Fora
substituído.
Vinha
Triguinho, que marcava muito bem, mas era tímido para sair jogando.
Tentava as jogadas, alterava as posições, tudo para contribuir para a
vitória. No momento em que pedia o apoio da torcida, pouco foi
correspondido. Mas o que é isso torcida? Nós que sempre fomos conhecidos
por nossa paixão, por nosso fervor, deixando de apoiar um jogador
quando ele mais precisa de nós?
São
apenas exemplos. O que acontece está bem debaixo de nosso nariz.
Culpamos as pessoas erradas. Escolhe-se jogadores para apoiar e outros
são deixados de lado. Quando na frente, André deixava claras chances
passar por sua perna, o torcedor não enxergava. Estava mais preocupado
em vaiar o lateral, que muito se empenhava e repito, cumpria à risca sua
tarefa.
E
o presidente? Um time empolgante, na temporada de 2009. Era líder e
parecia mostrar que a escassez finalmente acabaria. Só que na reta
final, o time não aguentou, terminando em sétimo. Na ocasião, Alexandre
não mantinha o elenco. Começava à errar. Em 2010, outro fracasso, quase
rebaixado. Alexandre, outra vez, não segurava Obina, ou Diego Souza.
Um
presidente que parece indicar que ajeitou a equipe na parte financeira,
mas que deixa à desejar no que mais alimenta o futebol; os títulos. Em
2011, um time sem nenhum jogador importante, viu-se Tardelli ir embora
e, por muito pouco, não conhecemos o abismo outra vez. 2012 está aí, o
time não parece ser forte; e as contratações? Nada...
É
preciso que a torcida enxergue de quem é a culpa do atual momento e
pare de tentar defender o presidente, que pouco acresceu no futebol. Que
apoiemos os jogadores, pois, eles sim, podem dar resultados. Da próxima
vez que alguém pedir animação, que levantemos das cadeiras, cantemos e
empurremos à equipe. Somos fanáticos e temos de transmitir isso!
PRA CIMA DELES!






Boas ponderações Pedro, mto bom!
ResponderExcluiraté colocar a culpa no Kalil eu concordei com tudo... no final estragou o texto ! quer que eu cornete o Kalil ? ele que é o culpado ? kkkkk aham... vai nessa !
ResponderExcluirmas é isso ai mesmo, temos que vaiar é antes dos 90 minutos e depois se preciso ! a torcida do Galo é grande de mais pra isso, tudo que nós ja vivemos e passamos. Eu por exemplo odeio o goleiro, quando ele vai aquecer eu xingo até a 5° geração dele, mas quando vai jogar é apoio total ( ta bom nem sempre) mas eu tento, agora tem gente que prefere vaiar o Richarlyson, vaiar o Réver e outros mais... Eu prefiro apoiar ! quanto ao Kalil, Kalil é rei , ditadura ja !!!!