segunda-feira, 19 de março de 2012

O Galo e os vinhos

Edição sobre imagem de: Lucas Cardoso | Camisa Doze
Espirro é um atleticano de mais de 70 anos. Entre idas e vindas nos estádios, histórias, alegrias, sofrimentos e momentos com o Atlético é o que não falta em sua vasta história. Em 1971, no ano em que o Galo se consagrou Campeão Brasileiro, Espirro comprou dois vinhos para comemorar. O segundo só seria aberto em outra conquista e, até hoje, se vê o vinho na sua casa esperando a abertura. 

No Alçapão do Bonfim, enquanto me preparava para o jogo contra o Villa, vi o Espirro, fininho como sempre, com sua camisa do Atlético e junto a grade do estádio. Junto a ele, sua família estava  presente para mais um desafio do alvinegro, mais parecido com uma partida realizada em um pasto.

Enquanto conversava com a família e ouvia as reclamações do time atual, os jogadores entravam em campo, para a euforia dos torcedores presentes em Nova Lima. Me despedi dos mesmos e encaminhei para um lugar onde pudesse ver o jogo com uma visão melhor, já que a grade, lotada de torcedores, impedisse tal visualização. 

O time entrou em campo e, por mais que tenha criado algumas chances, o gol não saia. Espirro, ainda na grade, lamentava a bola não entrar. Foi quando a bola entrou do outro lado e o Villa Nova saiu na frente do marcador. O atleticano magrelo tomou mais raiva e tentava arrumar esperança no time tão criticado. 

Fim de primeiro tempo e Espirro saiu da grade. Sentou-se no primeiro degrau da escada que dava acesso a arquibancada e ficava olhando para os céus, parecendo pedir a Deus um milagre para modificar o placar que estava desfavorável. Voltando ao campo, se juntou a sua família e a grade, crendo que sua prece adiantaria.

A prece adiantou. Com as mudanças do treinador, o Atlético voltou em campo com Wesley e Triguinho, retirando Escudero e o fraco Richarlyson. No meio do segundo tempo, Neto Berola entrou e fez o gol de empate. Na insistência, o alvinegro fez o gol da virada com Rafael Marques e Espirro, mesmo calado, soltava um sorriso no canto da boca. Era a felicidade, pequena, mas que só o alvinegro permitiria.

Após correr em comemoração e o jogo terminar, esbarrei em Espirro e comentamos que ainda morreríamos do coração por causa do Atlético. Mesmo ainda reclamando, ele sorriu. O Atlético nos deu a alegria do dia.

Há o que melhorar? Há e muito! Com a força de vontade dos jogadores, o reforço ainda necessário de certas posições e a Massa apoiando nos jogos, o vinho pode ser aberto logo. O Espirro merece, a Massa merece. Vamos nos dar a alegria, sem maiores sofrimentos. Vamos brindar um bom futuro, Galo! 

Saudações Alvinegras!
Rafael Orsini

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2 comentários:

  1. tomara que esse vinho seja aberto esse ano, e ele tenha que comprar um Champanhe tb... GAAAAALOOOO !

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  2. a Massa toda espera ansiosamente por isso...eu já nasci nessa ânsia..
    que o vinho seja aberto esse ano!

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