quinta-feira, 22 de março de 2012

Independência ou morte?

Um estádio, vários prazos e milhares de torcedores prejudicados. O Independência e seus múltiplos e constantes atrasos tem se tornado uma dor de cabeça quando sua função era facilitar a vida do torcedor mineiro.

Tudo começou quando o Brasil foi confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014. Desde então, começou a correria para reformas dos estádios, soluções para problemas antigos das cidades, dentre outros. Uma contagem regressiva para 2014 começara e os problemas estavam apenas no início.

Belo Horizonte ficara em um beco sem saída. Com a reforma do Mineirão, sobrava o Independência para os torcedores da capital desfrutassem dos jogos de seus respectivos times. A questão era que o estádio do Horto estava, também, necessitando de obras. Já que havia a necessidade de tal obra, foi-se aberta uma licitação para que o Estádio Raimundo Sampaio ficasse pronto em setembro de 2010, pouco depois do início das obras no gigante da Pampulha.

Eis então que, com o atraso da licitação, problemas no projeto e várias desculpas esfarrapadas, a obra do Independência nem havia começado e não restava outra opção aos clubes se não ir ao interior, no caso, Sete Lagoas. Com o atraso do início, a segunda previsão foi para o fim de 2011.

Um ano e meio na Arena do Jacaré e os torcedores atleticanos já sonhavam com os jogos em Belo Horizonte. Seria o fim de gastos excessivos de locomoção (são 70 km da capital até Sete Lagoas), o fim do cansaço da viagem e uma estrutura melhor para a torcida, tendo em vista que o estádio não serve de grande comparativo aos da capital.

Mais uma vez, o torcedor foi enganado. Não bastava o segundo atraso das obras, agora previsto para o fim de fevereiro, a descoberta de 6000 pontos cegos revoltou os personagens do espetáculo. Ok... O atleticano poderia esperar até fevereiro. Novamente, estamos errados.

Desta feita, o engenheiro responsável pela obra projetou as bilheterias para dentro do estádio, causando com que o torcedor não consiga comprar os ingressos no dia. A solução apresentada é alugar as casas vizinhas para a venda de ingressos.

Mais uma vez, o torcedor é posto de lado. Histórias dignas de fábulas e enrolações com o prazo se multiplicam a cada dia. Onde está o direito do torcedor? Onde a principal parte do espetáculo é lembrada? Talvez nem Dom Pedro pensasse que um estádio fosse a morte do direito de milhares de torcedores.

Saudações Alvinegras!
Rafael Orsini

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3 comentários:

  1. Esse estádio está uma verdadeira zona. Eu acho que ele vai ser inaugurado em Junho/Julho, e olhe lá.

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  2. E a novela continua...a seguir cenas dos próximos capítulos!

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  3. eles não poderiam fechar os dois estadios juntos... isso prejudicou muito o torcedor, não só o Atleticano,mas como o Cruzeirense e o Americano também. Mas isso é o Brasil né? tudo é mais complicado e sempre enganando o povo... Mas como é o Brasil agente da um jeitinho pra tudo
    Vamos conseguir esperar até o prazo dado, mais um por sinal, ai quando voltar tem os 6 mil pontos cegos que vai atrapalhar, isso é a verdadeira zorra ! tudo na vida do Atleticano é mais dificil mas nós somos Galo né ? e não desistimos NUNCA !!!

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