domingo, 25 de março de 2012

104 anos de amor

Uma mística diferente acontece no dia 25 de março. Qualquer que seja o Atleticano, o sorriso no rosto aparece ao acordar sem nenhum motivo. O Atleticano abre a gaveta e não tem dúvidas de qual roupa escolher: as cores preto e branco parecem seduzir suas mãos que automaticamente as pegam para cobrir seu corpo.

São 104 anos de ídolos, títulos e uma paixão sem fim. Atlético de Reinaldo, o Rei do Mineirão, artilheiro eterno que faziam seus súditos encantados. Atlético de Marques, o Messias, veloz jogador que entortava as pernas dos marcadores. Atlético de Éder Aleixo, a bomba de Vespesiano, explodindo as redes adversárias. Atlético de Kafunga, paredão alvinegro, que parecia colocar a torcida toda dentro do gol, sem deixar que atacante algum passasse.

A mágica que o Atlético tem de fazer esse amor ser incansável é algo que nem o melhor dos sociólogos conseguiria entender a paixão desse povo que canta sem parar. A cada gesto que o Atlético reproduz em campo, um torcedor reproduz da mesma forma ou ainda maior. A cada suor derramado, o Atleticano se envolve com o jogador e faz com que seu canto torne um combustível para o time.

As taças atuais não vieram com tanta frequência, mas isso não fez com que o Atleticano desistisse. O grito de "Galo" é maior do que qualquer decepção. A vontade de viver o Atlético a todos os dias faz com que esses malucos se reunam em um só ideal: vencer, vencer, vencer! A mágica de fazer com que dois torcedores juntos já façam a representação de um hospício, onde os loucos estão centrados em uma paixão.

Ah, Atlético... Se você não existisse, eu criaria você. Se lhe faltassem a força para continuar a caminhada, nós daríamos todo nossa energia, somente para ver nosso amor reerguer. Se lhe faltasse a voz, nós doarimos nosso grito de Galo, somente para ver os adversários temerem sua superioridade.

Iluminados tenham sido os 22 garotos que se reuniram no coreto do Parque Municipal e criaram um clube. Iluminados sejam esses meninos, que além de criadores, se tornaram os primeiros torcedores, sendo o clube e o clube sendo eles. Iluminados sejam essa Massa e toda sua extensão, por vestirem o preto e branco e fazerem uma camisa tornar sua primeira pele.

Se tudo isso for um sonho, não me acordem. Eu quero viver a eterna alegria de torcer pelo Atlético!

Saudações Alvinegras!
Rafael Orsini

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