domingo, 9 de outubro de 2011

Era uma vez...

... numa terra distante, uma equipe chamada Clube Atlético Mineiro. Conhecida também como Galo, o time era chamado de forte e vingador pelos seus adversários. Dário, Reinaldo, Campos, Éder, João Leitte e tantos outros personagens já foram algozes de Flamengo, Cruzeiro e tantos outros inimigos do reino.

Esse reinado alvinegro parecia ser eterno diante de seus adversários. O alvinegro era temido do Oiapoque ao Chuí, com passes e qualidade invejada. Mas o reino começou a desmonorar.

A partir da década de 90, os seus reis começaram a ser vilões. Reis que se importavam mais com seus próprios títulos dos que as conquistas atleticanas. Gostavam de se empanturrar com o dinheiro alvinegro, dar festas e trazer soldados que lhes acompanhavam na mordomia. Soldados esses que, enquanto deviam estar lutando, iam nas festas esbaldar seus luxosos pagamentos. 

Esses soldados deixaram, uma vez, o reino se ruir. Fomos ao fundo do poço e parecia não haver esperanças. Parecia. Os moradores do reino começaram a reerguer, peça por peça, o castelo destruído. Apoiaram os novos soldados, mostrando a eles que valor o reino tinha. Reerguemos. Cabeça erguida, batalhamos novamente. 
Na atual e mais recente história, tivemos dois reis que são de se contestar. O primeiro, bigodudo e falastrão, veio em época de festa: era o centenário de nosso reino, era para dar tudo certo. Era. O falador muito falou e pouco fez, foi contestado, brigou com a torcida e foi expulso do reino, saindo pela porta dos fundos. Veio seu substituito. 

Com sua fala grossa e nariz empinado, o novo rei trouxe esperança para os moradores em geral. Disse de títulos, arrumou o castelo e parecia ter achado uma mina de ouro em nosso terreno. Os soldados foram trocados, um a um, constantemente, na esperança que poderíamos a ser o reino temido. 

Falou-se muito, trouxe mais ainda, mas os resultados do reino continuaram a mercê do esperado. O que era a esperança, virou realidade: o reino do Galo parecia ter soldados embreagados, com má vontade de lutar e um rei que não enxergava o que acontecia. Os seus moradores olham incrédulos a realidade e tentam achar explicação. 

Não há. O reino está se ruindo, mais uma vez. Os moradores terão que reerguer e cantar até onde der. O reino é dos seus moradores, a Massa! Devolvam-nos, omissos reis. Saiam, soldados embriagados. Queremos voltar a falar: teimei-vos, somos o Galo Forte Vingador. 

Onde está nosso final feliz?

Saudações Alvinegras!

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