Confesso que foi a primeira vez que estive na Arena do Jacaré. O último jogo do Galo a que assisti foi justamente contra o Flamengo, quando o sérvio Pet fez aquele malfadado gol olímpico.
Chamou minha atenção o péssimo gramado da Arena. Dá a impressão que o campo é convexo, quando deveria ser plano. Isso dificulta os passes e jogadas laterais, pois a bola corre muito, quando passada lateralmente. É uma situação que escancara o amadorismo dos cartolas. Porém, devido à crise, é um assunto para outra ocasião. Só acho que o Galo deveria exigir treinar no mínimo uma vez por semana lá, para os jogadores se adaptarem ao máximo às características desse, desculpem a expressão, pasto de futebol.
A meu ver Cuca é um profissional que entende, já montou bons times. Mas quando o ser humano está em crise, ele não consegue enxergar a realidade, não consegue ter uma idéia clara do que está acontecendo, sua leitura das entrelinhas é na maioria das vezes enganosa. Toma decisões erradas e imprudentes, por não estar conectado com a realidade.
A fragilidade emocional de Cuca se revelou inicialmente na partida contra o Botafogo, quando inexplicavelmente escalou Mancini entre os titulares. Já no clássico, errou feio na estratégia, na escalação e nas substituições. Sinal de que não passa por um bom momento. Só que, crises existenciais como esta, não são fáceis de ser curadas repentinamente.
Os erros de escalação se refletiram no péssimo jogo que o Galo fez nos primeiros 45 minutos. No segundo tempo, partiu para um desesperado 4-2-4, deixando Montijo sem a marcação que deveria ser feita sobre ele.
No final do jogo, depois de roer todas as unhas, Cuca chutou a garrafa d’água, deu soco na porta e na janela. Na entrevista coletiva, reclamou da sorte e do juiz. Mas a verdade é que escolheu mal a estratégia, escalou mal, mexeu mal e no final não souber perder.
O que será do Galo com Cuca no comando? Tenho maus presságios. Pode ser que consiga reverter a situação. Mas precisa conversar com um psicanalista urgentemente. Diga-se de passagem, gente mais graúda precisa muito também.
Se o treinador colocar o cargo à disposição, deve ser aceito de imediato. Ouvi dizer que Carpeggiani entende muito de futebol. Não estou sugerindo, só ouvi dizer. Jorginho, que foi craque no Galo e atual Lusa seria um nome. Marcelo é outro nome, mas não sei se o Coritiba o liberaria.
Teria também o Ney Franco. Amigos, mexer na gaveta do rival tem-se mostrado desde Alex Alves e Ramon Menezes algo muito do gosto de Kalil. Embora os resultados estejam aí para confirmar que não se deve cobiçar as tais gavetas. Pois o conteúdo é enganoso e o resultado desastroso.
Saudações Alvinegras!
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Esse ano nem memory card salva o galo
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